O exame das variantes (com adição de uma pitada de sorte) costumava ser vista como a única tecnologia possível da invenção. A falta da eficácia deste método era considerada uma coisa natural, algo auto-explicativo: “A criação... fazer o quê?! Teremos que aumentar o número dos colaboradores no laboratório…” Porém, a revolução tecno-científica sobrecarregou os institutos, escritórios de projeto e laboratórios com problemas “urgentes”. Foi necessário voltar a atenção para os métodos de otimização da seleção das variantes. Estes métodos não destruíam, de modo algum, a velha e familiar tecnologia da criação. Somente intensificaram o método costumeiro de tentativas e erros. Isso foi a revolta contra o exame cego das variantes. Mas a revolta dos ajoelhados…
Pode ser demonstrativo, em relação a isso, o método morfológico com seu brilho e sua miséria. O brilho – pois o método morfológico é capaz dar vida a muitas idéias resultantes de combinações. A miséria – porque o método não é capaz de extrair de um conjunto de idéias vazias a única necessária e suficiente para a solução do problema.
O objetivo do método está na construção de tabelas, capazes de abranger todas as variantes possíveis. Por exemplo: é necessário elaborar uma embalagem nova para alguns produtos. Se num eixo forem colocados, digamos, 20 tipos de materiais (metal, madeira, papelão, etc.) e, no outro, 20 tipos de formas (embalagem dura contínua, embalagem elástica contínua, embalagem de ripa, de rede, etc.) surgirá uma tabela com 400 combinações. Também é possível introduzir outros eixos, aumentando, indefinidamente, o número de variantes obtidas.
Entretanto, é possível apreciar o protótipo do método morfológico na “Arte Magna”, de Raimundo Lullio. Sobre a vida deste homem não há como ficar calado. Lullio nasceu no ano de 1235, na cidade Palma de Maiorca (uma das Ilhas Baleares). Na juventude, era cortesão do governador de Maiorca e tinha uma vida impetuosa, cheia de aventuras e duelos. Apaixonado pela bela e religiosa Ambrocia de Castelo, Lullio a perseguia por toda a parte. Uma vez, ele até entrou a cavalo num catedral onde a amada rezava. Desejando frear os ânimos do admirador, a beldade mostrou-lhe a úlcera terrível que deformava o seu corpo. À noite, ao abalado Lullio veio a face de Deus. Ele partiu para o deserto, para redimir-se dos pecados e dedicar a sua vida à propagação do cristianismo entre os muçulmanos da Ásia e África. Lullio decidiu provar a verdade da doutrina religiosa cristã ao desenvolver um sistema lógico de dedução e construção dos dogmas da religião. Ele tinha criado a sua Arte Magna. Aprendeu a falar árabe, percorreu a Europa e Ásia, buscava o apoio do Papa e dos monarcas europeus. Não deixando de lado a sua dedicação à Arte Magna, Lullio corria perigos mortais. Foi preso. Morreu na Tunísia, no ano de 1315, apedrejado enquanto propagava a sua Arte Magna.
A idéia essencial da Arte Magna consiste na seguinte compreensão: a estrutura de qualquer conhecimento determina-se por um número pequeno de noções iniciais. Combinando estas noções, é possível deduzir todo o conhecimento sobre o mundo.
Lullio construía seus aparelhos em forma de circunferências concêntricas. Em cada circunferência, eram escritas as noções principais. Deslocando as circunferências uma em relação à outra, era possível obter declarações e raciocínios diferentes. Conservaram-se alguns esboços destes aparelhos. No centro, estava o círculo, dedicado a Deus e marcado pela letra A. Ao seu redor, posicionavam-se duas circunferências concêntricas, divididas em 16 partes. As partes estavam marcadas pelas letras B, C, D, E, etc., sendo que B significava bondade, C, grandeza, D, eternidade, E, sabedoria etc… Girando o círculo interno em relação ao externo, era possível obter 156 combinações, cada uma delas passando algum dado determinado sobre Deus. Por exemplo, a combinação BC resulta em “a bondade de Deus é grande”, ED em “a sabedoria de Deus é eterna”, etc. O maior aparelho possuía 14 circunferências. A máquina singular parecia encarnar um certo intelecto universal que era capaz de expressar, por meio dos raciocínios formalizados, tudo o que é possível saber sobre tudo no mundo; ela podia dar mais do que 70 quatrilhões (1024) de combinações…
Na forma contemporânea, o método morfológico foi recriado pelo astrofísico suíço F. Zwicky: na década de 1930, Zwicky, intuitivamente, aplicou a técnica morfológica para a solução dos problemas astrofísicos e previu a existência das estrelas de nêutrons. Durante a segunda guerra mundial, quando Zwicky foi contratado para o desenvolvimento dos foguetes americanos, a análise morfológica – já inteiramente explicitada – foi usada para a solução dos problemas técnicos.
No mais simples dos casos, o método morfológico prevê a construção do mapa morfológico de duas dimensões: escolhem-se as duas características mais importantes do sistema técnico, fazem-se, para cada uma delas, a lista de todos os possíveis tipos e formas, e, depois, constrói-se uma tabela cujos eixos são os itens da lista. As células de tal tabela correspondem às variantes do sistema técnico. Tomemos, por exemplo, o problema seguinte:
Problema 2.1 – Os participantes das estações polares flutuantes, de quando em quando, enfrentavam a situação em que os esquis de aviões e de outros aparelhos ficavam grudados ao gelo. Entretanto, para se deslocar, no caso de emergência (rachaduras no banco de gelo, por exemplo), é preciso mover-se rapidamente. O que fazer?
Para liberar um esqui preso é necessário, antes de tudo, ter uma reserva de energia. Fazemos uma lista das diferentes fontes de energia, sem determinar, antecipadamente, se possa ser útil ou não: baterias elétricas, materiais explosivos, materiais inflamáveis, reativos químicos, aparelhos gravitacionais, aparelhos mecânicos (por exemplo, com molas), acumuladores pneumáticos e hidráulicos, bioacumuladores (homem, animais), ambiente externo (vento, onda, sol). Este será o primeiro eixo. Em seguida, escrevemos as possíveis formas de ação sobre os esquis e gelo: ação mecânica de choque, vibração, oscilações de ultra-som, o estremecer de um condutor durante a passagem da corrente elétrica que interage com um campo magnético, radiação luminosa, radiação térmica, aquecimento direto, ar quente, líquido quente, descarga elétrica. Estes formarão o segundo eixo. Se construirmos uma tabela agora, surgirão 90 variantes. É óbvio que esta tabela pode ser ampliada facilmente.
Normalmente, para a análise morfológica, constrói-se uma caixa morfológica, ou ainda uma matriz de muitas dimensões[7]. A construção inicia-se pela escolha das características principais – os eixos da caixa. Na qualidade dos eixos tomam parte o objeto ou as etapas do processo. Estes serão marcados pelas letras A, B, C, etc. Anota-se as alternativas possíveis ao longo de cada eixo (elementos de eixo): A-1, A-2, A-3 e etc. Enfim, constrói-se a caixa morfológica, por exemplo:
A-1, A-2, A-3, A-4, A-5;
B-1, B-2 B-3, B-4, B-5, B-6, B-7;
C-1, C-2, C-3;
D-1, D-2, D-3, D-4, D-5;
E-1, E-2, E-3, E-4, E-5, E-6, E-7, E-8.
Da caixa, tiram-se combinações de elementos, por exemplo: A-1, B-5, D-4, E-8 ou A-5, B-3, C-2, D-5, E-
Que riqueza – mais de quatro mil variantes! Porém, precisamos apenas de uma – somente uma! – variante funcional. Esta esconde-se entre um conjunto de combinações fracas e sem sentido. As regras da seleção não existem: deve-se examinar as milhares de variantes a olho...
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O método morfológico foi redescoberto várias vezes. Exemplificarei com um episódio do artigo de O. Zholondskovski, “Não teríamos a felicidade, se... ”[8]
“Há quase um ano, eu quase inventei uma “técnica de inventar”. Aconteceu tudo da seguinte forma. Querendo fazer uma autopropaganda (pequei e estou me confessando), resolvi tirar fotos do modelo do meu anticiclone, pondo-o sobre as patentes da invenção espalhadas no chão. Para iniciar, coloquei tudo de forma aleatória, depois comecei a seguir uma certa ordem. Em cima, posicionei as construções simples. Um pouco abaixo, ficaram as invenções com os elementos giratórios. Ainda mais abaixo, aquelas com o uso de água, depois, com o fogo e, na parte inferior, com o fornecimento de gás auxiliar ou de ar. As invenções pareciam representar os elementos da natureza. Na horizontal, novamente, a periodicidade foi definida. Quando percebi um “sistema periódico” dos ciclones, esqueci sobre as fotografias. Nos 40 quadrículos, consegui posicionar todas as minhas invenções e, ainda, sobraram alguns lugares vazios para as novas elaborações. Pensei comigo mesmo: agora, as invenções vão sair como se fosse da cornucópia da abundância. Porém, algo deu errado.
Esta tabela foi publicada na revista “Técnica e Ciência”. Aos leitores foi proposto preencher os quadrículos vazios. Recebi muitas cartas, mas sem uma proposta sequer. Como isso poderia ser? Tudo parecia ser dado, servido como em um restaurante! Permaneci sem idéias durante um ano! Ainda que, neste tempo, não tenha parado de pensar (nem por um minuto) sobre os meus anticiclones. Na fábrica LSM, apliquei algumas modificações, mas, não inventei nada de novo. Parece que a ajuda das tabelas não é tão grande”.
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Dentre os métodos que efetivam o exame das variantes, o mais conhecido é o método da tempestade cerebral, ou brainstorming. Existem algumas dezenas de variedades deste método, porém todas elas estão privadas da beleza inerente à idéia da tempestade cerebral pura.
A tempestade mental é um método psicológico, porém, o seu autor, Alex Osborn, nunca foi um psicólogo. Nascido no fim do seculo XIX,
Na base do método está uma idéia clara: o processo da geração das idéias deve ser separado do processo da sua avaliação. Durante uma discussão, a maioria decide não expressar idéias inesperadas, ousadas, receando as possíveis troças, piadas, os erros, a reação negativa do chefe, etc. Sabe-se, também, que, expressando tais idéias, as pessoas sofrem críticas destrutivas por parte dos seus colegas, participantes da discussão. Isso faz com que as idéias morram muito antes de chegar à fase do seu desenvolvimento. Osborn propôs fazer a geração das idéias em condições onde a crítica é proibida e, onde, de todos os modos possíveis, incentiva-se qualquer idéia, mesmo infantil ou, evidentemente, ridícula. Para isso, selecionam uma pequena, se for possível, heterogenia (
Mas o que traz tal divisão do trabalho? Sabe-se que, pela maneira de pensar, os homens dividem-se em “sonhadores” e “céticos”. É óbvio que esta divisão é convencional, assim como, a divisão em quatro tipos de temperamento. É muito mais fácil encontrar os tipos mistos. Todavia, para o grupo dos geradores de idéias é preciso selecionar “quase sonhadores”. Tal seleção, somada à proibição da crítica e à exigência de tomar e desenvolver quaisquer propostas, cria as condições próprias, adequadas para o surgimento das idéias corajosas e não triviais: durante uns
A base filosófica de tempestade cerebral é a teoria de Freud. De acordo com o pensador, a consciência do homem é representada por uma fina e frágil camada, superposta sobre o abismo do subconsciente. Em condições típicas, o pensamento e o comportamento de um homem estão determinados, em geral, pela consciência na qual governam o controle e a ordem: a consciência é programada, bitolada pelas representações ordinárias e proibições. Porém, esta casca fina da consciência, com freqüência, quebra-se, cedendo às forças espontâneas, escuras e temíveis dos instintos que se enfurecem no inconsciente. Estas forças levam, arrastam o homem às violações de proibições, aos atos ilógicos. Pois, para fazer uma invenção, é preciso superar as proibições psicológicas definidas pelas representações bitoladas daquilo que é considerado possível ou impossível. Com isso, a concepção filosófica da tempestade mental consiste em criar as condições para fazer sair as idéias perturbadas e irracionais do inconsciente.
O método tempestade cerebral, ao brotar do solo dos EUA, acertou, em cheio, pois este já havia sido fertilizado, bem preparado pelo freudismo. Durante os primeiros
Entre muitas tentativas de melhorar, pelo menos parcialmente o método da tempestade cerebral, somente uma delas, sinética, desenvolvida por William Gordon (EUA), merece receber atenção especial.
Gordon, da mesma forma como Osborn, não era um psicólogo. Trocou quatro universidades sem terminar uma sequer, experimentou dezenas de profissões, recebeu cinqüenta patentes de invenção… Em 1952, Gordon organizou o primeiro grupo permanente para a solução de problemas inventivos. No ano de 1960, este grupo transformou-se na empresa “Sinectics Incorporated”, que recebia não somente pedidos para resolução de problemas, mas, também, para a instrução, o treinamento do pensamento criador.
A essência da tempestade cerebral, sua idéia, sua força consiste na proibição da crítica. Entretanto, isto é também a sua fraqueza: para o desenvolvimento e transformação de uma idéia é preciso esclarecer as suas falhas, ou seja, a crítica é necessária. Gordon superou esta contradição com a formação de grupos mais ou menos constantes. Os membros destes grupos, pouco a pouco, habituavam-se ao trabalho conjunto, paravam de temer a crítica e de se ofender quando alguém rejeitava suas propostas. Os grupos permanentes, em si, apresentam muitas vantagens. Aos poucos, cresce a experiência na solução de problemas. É possível aperfeiçoar o corpo pessoal do grupo, introduzindo novos participantes. O entendimento cresce e as idéias parecem ser pegas no ar.
Gordon conseguiu, se não superar, pelo menos, diminuir um pouco uma outra contradição: ele conseguiu, de uma certa forma, regularizar o processo da solução de problemas, mesmo preservando a espontaneidade que faz parte da tempestade cerebral. O chefe do grupo sinético, dirigindo o processo da solução, convida os participantes a usar, alternadamente, as analogias: isso estimulava a geração das idéias sem limitar a liberdade de busca.
As bases teoréticas da sinética, assim como dos outros métodos da otimização do exame das variantes, são bem simples. De acordo com Gordon, o processo criador pode ser apreendido e aperfeiçoado: é necessário estudar as anotações das soluções dos problemas e, regularmente, treinar a sua mente com tarefas, problemas diversos. A respeito de algo semelhante, Osborn também repete insistentemente nos seus trabalhos, porém nada fala sobre os mecanismos da solução. Com isso, aparecem somente os apelos gerais: cada um tem que tentar inventar, todas as coisas são passíveis de aperfeiçoamento, tudo depende do esforço e, claro, da sorte... Gordon, diferentemente de Osborn, deu ênfase à necessidade do ensino preliminar, para o uso das técnicas especiais, para uma organização definida do processo da solução. No total, essa abordagem do problema é mais profunda do que a de Osborn.
De acordo com Gordon, existe dois tipos de mecanismos da criação: os processos não operacionais (no sentido de desgovernados, indirigíveis) – intuição, inspiração, entre outros, e os processos operacionais, que permitem o uso das analogias de diferentes tipos. A aplicação dos mecanismos operacionais deve ser ensinada, pois, além de garantir o aumento da efetividade da criação, gera as condições necessárias para a revelação dos mecanismos não operacionais.
Gordon notou que muita coisa depende da compreensão do problema: as condições preliminares nem sempre são claras, freqüentemente são conduzidas na direção errada. Por isso, para o processo da solução, é melhor começar pelo esclarecimento e definição precisa do problema. Ou seja, é necessário, por meio de um debate, passar da formulação inicial (Problema Como Dado - PCD) à formulação operacional (Problema Como Entendido - PCE). Por exemplo, considere-se o problema: propor um método expresso, que não seja muito caro, para a revelação dos pontos de vazamento do ar em um pneu de automóvel (para o controle durante a sua produção). Durante o debate, surgiram três diferentes formulações de PCE: 1) como achar os lugares do vazamento; 2) como prever a localização destes lugares; 3) como achar a técnica de auto-eliminação do vazamento. Na realidade, aqui estão três problemas diferentes.
Para o processo criador, conforme Gordon, é muito importante saber transformar o incomum em habitual e vice-versa. A idéia está em perceber, por trás de um novo (e por isso incomum) problema ou situação, algo conhecido e, consequentemente, resolvível por meio das técnicas conhecidas. Do outro lado, é muito importante ter uma visão “fresca” sobre aquilo que já se tornou habitual, familiar faz muito tempo. Os homens recebem herança das palavras e técnicas congeladas de entendimento que dão à realidade externa uma forma habitual confortável. Entretanto é necessário saber recusar esta herança.
Os mecanismos operacionais para a elaboração de uma visão “fresca” sobre o problema são as analogias: 1) direita – qualquer analogia, por exemplo, retirada da natureza; 2) pessoal – uma tentativa de olhar para um problema tendo se identificado com o objeto e incorporado a sua imagem; 3) simbólica – a procura pela descrição simbólica curta do problema ou do objeto; 4) fantástica – a narração do problema usando os termos e noções dos contos de fada, mitos, lendas.
O chefe ou condutor de uma tempestade sinética deve lembrar, um por um, sobre diferentes tipos da analogias e propor o uso das técnicas correspondentes. Por exemplo, para aplicar a analogia simbólica, é necessário procurar pelo título do livro (de duas palavras), que, de uma forma paradoxal, caracteriza a essência do problema ou objeto. Assim, durante a solução de um problema ligado ao mármore, para a palavra “mármore” foi encontrada a expressão “arco-íris constante”. Gordon perguntou para o homem que propôs tal expressão, porque este caracterizou o mármore desta forma. A resposta foi a seguinte: “o mármore trabalhado, liso (não sendo branco) é multicolorido. Todo o mármore possui ramagens muito brilhantes que se parecem com o arco-íris. Todas estas ramagens são constantes”. Há outros exemplos da analogia simbólica: calor visível (chama), insignificância enérgica (núcleo de átomo), balbúrdia balanceada (solução), interrupção segura (mecanismo de catraca).
Gordon acertou, definindo o método da pesquisa: o estudo das anotações da solução de problemas inventivos reais. Porém, toda sua atenção foi concentrada nas ações humanas, enquanto nem tudo se define por elas. Sabe-se que os objetos técnicos desenvolvem-se de acordo com leis. As ações do inventor alcançam o sucesso somente quando elas, voluntariamente ou involuntariamente, viram o objeto na direção do rumo do seu desenvolvimento. Particularmente, o objeto técnico torna-se mais ideal, ou seja, a ação, graças à qual existe o objeto, cada vez mais, realiza-se por si mesma (a atividade, por assim dizer, aumenta, mas o volume e o peso diminuem). Isso é uma lei geral. É desnecessário usar as analogias, metáforas, ou esperar os fatores irracionais, ou mesmo achar o jogo de palavras, para encontrar a formulação “a ação acontece por si só”. Tal formulação deve ser programada em qualquer processo da solução, e não em sua forma geral, mas muito mais definida – com a indicação da parte do objeto à qual ela pertence, e com descrição precisa da ação física.
A sinética é o limite a ser atingido, dentro do princípio da seleção das variantes. Pelo menos, a sinética está próxima a tal limite.
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Nas décadas de 1960 e 1970 eu tive a oportunidade de realizar muitas tempestades cerebrais – comuns e sinéticas. São interessantes os ataques educacionais, nos quais o experimentador já sabe a resposta do problema e parece permanecer sobre o labirinto dentro do qual vagueiam os submetidos à prova. É nitidamente visível o caminho para onde leva este ou aquele passo – para a resposta ou para o beco sem saída.
O ataque, na realidade, ajuda a superar a inércia psicológica: o pensamento desamarra-se, acelera-se… e, com frequência, passa o lugar onde é preciso parar. Dezenas de vezes, observei a seguinte situação: um participante do ataque expressa uma idéia que conduz a discussão na direção certa, uma outra pessoa leva-a adiante, desenvolve-a; quando até a reta final restam somente alguns passos, alguém divulga uma outra idéia completamente diferente, a cadeia rompe-se e o grupo, novamente, volta à estaca zero.
Como a crítica aberta durante o ataque é proibida, os participantes criticam sem usar palavras: encolhem os ombros, balançam a cabeça, fazem caretas, sorriem com desprezo... Tudo isso é possível proibir, menos a recusa da idéia do outro pela divulgação da sua própria idéia. Proibir tal crítica torna-se mais difícil: a expressão livre das idéias é a base da tempestade cerebral. Eu conduzi as sessões de ataques com a proibição de qualquer crítica: não era permitido nem mesmo romper as cadeias desenvolvidas das idéias – cada idéia deveria ser conduzida até um final lógico. “Mas se dividir o navio em duas partes?.. Proponho dividir em várias partes: o navio de blocos... O navio de partículas pequenas... de átomos separados...”. Tal organização aumentava, um pouco, a efetividade do ataque. Porém, o desperdício de tempo foi alto: o ataque estendia-se por vários dias. Isso passou a não ser mais uma tempestade cerebral, mas um cerco, um assédio cerebral.
Durante o cerco cerebral é possível, de uma certa forma, dirigir o pensamento, mas, o procedimento permanece o mesmo: a busca faz-se por meio da seleção pura das variantes.
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Verificando os trabalhos escritos nas aulas da criação inventiva, notei que, durante a análise morfológica, uma boa parte dos erros está diretamente ligada à escolha e à construção erradas dos eixos. Surgiu uma pergunta lógica: é possível construir uma tabela universal que sirva para a análise morfológica dos vários sistemas técnicos? Tal tabela recebeu o nome de fantograma. Aplicam-na, em geral, não para a solução dos problemas técnicos, e sim durante os exercícios de desenvolvimento da fantasia, da imaginação; daqui vem o nome dela. Enquanto o eixo vertical do fantograma utiliza os indicadores universais que caracterizam qualquer sistema: a composição química do material, o estado físico do material, a infra-estrutura do sistema (por exemplo, para a madeira, uma gaiola), o sistema, a super-estrutura do sistema (para a madeira, a floresta), o rumo do desenvolvimento, a reprodução, o abastecimento energético, a técnica do deslocamento, a esfera da propagação, a gestão, a indicação. Na qualidade do eixo horizontal foi sugerida uma lista das técnicas da modificação: diminuir, aumentar, juntar, separar, fragmentar, substituir a propriedade dada pela anti-propriedade, acelerar, retardar, deslocar para trás no tempo, deslocar para frente no tempo, fazer com que a propriedade varie no tempo ou, ao contrário, seja constante, separar a função do objeto, modificar a conexão com o meio. Para cada objeto, o fantograma oferece 144 combinações, das quais umas
Porém, as possibilidades também são bem limitadas aqui. Convém aumentar o número dos elementos em cada eixo, tendo aumentado simultaneamente sua precisão e o caráter concreto. Porém, com o aumento do número dos elementos, o fantograma perderá sua compacidade e diminuirá significativamente a parte das combinações com sentido. Este fenômeno é característico para todos os métodos de exame de variantes, pois estes não possuem reservas para evolução; podem modificar-se, mas, não se desenvolvem, ficando dentro dos limites do seu princípio.
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O aparecimento dos métodos capazes de otimizar o exame das variantes gerou grandes expectativas. Parece que foi achado um simples e universal “ampliador do intelecto”. Basta aumentar “o nível do ruído” – apagar com técnicas simples a inércia psicológica, convencer os especialistas a ultrapassar, corajosamente, os limites da sua especialidade, “esporear” o processo da geração de idéias – e será fácil resolver qualquer problema... No conto de ficção científica “O nível do ruído”, escrito por R. Jones, na metade da década de cinqüenta, o psicólogo Bark ajuda a resolver o problema da dominação da gravidade. Ao terminar o experimento com sucesso, Bark diz: “Nós desconjuntamos os seus filtros mentais e, como resultado, surgiu a resposta. O método funcionou e será efetivo sempre. É necessário somente livrar-se do peso excessivo dos preconceitos e do lixo petrificado dentro da cabeça, mudar a sintonia arbitrária dos seus filtros mentais em relação a outras coisas, que vocês sempre quiseram fazer, e, assim, conseguirão achar uma resposta necessária para qualquer problema que possam desejar pesquisar”. Nisso, um físico emocionado, Nagle, responde: “Se nós tivermos aprendido a usar o nível máximo do ruído da mente humana, conseguiremos conquistar todo o universo”.
O quanto são exageradas as esperanças de Bark e Nagle, o leitor pode verificar por si mesmo. Não é preciso conquistar todo o universo. Tente somente inventar um conto de fadas. Todos sabem centenas deles, pois, neste campo, digamos, todos são especialistas. Porém, inventar sem usar “o lixo petrificado na cabeça”. O conto é uma área onde ninguém tem o peso excessivo dos preconceitos. “Os filtros mentais” deixarão passar qualquer idéia fantástica, ela só precisa aparecer...
Problema 2.2 – É preciso inventar o roteiro para um conto de fadas (ou um roteiro curto para um desenho). Utilizaremos, para facilitar o primeiro passo, o fantograma. Escolhemos um personagem tradicional do conto de fadas – o rato. No fantograma, achamos a linha “a área da propagação” e a coluna “diminuição”. Saiu uma combinação com sentido: a área da propagação dos ratos é diminuída. Resta, somente, aproveitar esta frase e desenrolar, com base nela, os acontecimentos do conto...
Os anos 1970 trouxeram a desilusão com os métodos de otimização. Em amplas práticas foram introduzidas somente partes, lascas destes métodos. Da tempestade mental restaram as reuniões informais de negócio e o entendimento de que formalismo não combina com uma situação que faz surgir idéias criativas. Do método morfológico ficam as tabelas – às vezes, elas são desenhadas para a definição da área de aplicação e as possibilidades de desenvolvimento da idéia encontrada. Tudo voltou “para os seus lugares”: é preciso, de uma ou de outra maneira, examinar o maior número possível das variantes. Porém, os ritmos de revolução científica-técnica cresciam, as necessidades por novas idéias aumentavam rapidamente, e a velha fórmula “examine as variantes” recebeu uma correção: é preciso que o maior número possível das pessoas durante o maior intervalo possível de tempo – dia e noite - examinem as variantes...
É demostrativa, neste caso, a prática de muitas empresas japonesas sobre a qual conta o livro, “Idéia e elaboração de artigos de amplo consumo”, de H. Yasuhisa.
As empresas tentam receber do seu pessoal o maior número possível de novas idéias. As idéias devem ser geradas por todos: começando pelo chefe e presidente da administração e terminando pelos mensageiros e faxineiras. Quanto mais propostas houver, melhor, por isso – elabore idéias desde cedo de manhã até tarde da noite, elabore-as em todas as circunstâncias! Tal ênfase é a idéia principal que atravessa cada página do livro. O autor recorda uma história bem conhecida do presidente (“Oto Borupan”) Tosaburo Nakata. Este começou sendo o proprietário de uma pequena oficina de forja. Pouco a pouco, acostumou-se ao “exercício mental” matinal cotidiano: pensava sobre problemas, resolvia quebra-cabeças. Isso ajudou-o a inventar uma caneta esferográfica e se tornar rico, famoso.
“Nas reuniões banais nascem apenas idéias banais” - escreve Yasuhisa. “As idéias originais nascem devido às reuniões originais. Perante as empresas produtoras fica um problema urgente: compreender a necessidade e importância da elaboração de novos produtos e fornecer ao pessoal responsável pela elaboração de condições nas quais possam pensar e desenvolver as idéias originais livremente”. Em seguida, Yasuhisa enumera as condições mais confortáveis para o aparecimento de novas idéias: à noite, observando o céu; assistindo desenhos na TV; no banheiro; à beira-mar, observando as ondas passarem; deslumbrando uma vista panorâmica que se abre de um monte alto...
De acordo com isso, seleciona-se o pessoal capacitado. Desta forma, a empresa “Nitto Koqui” indica para o escritório de construção “as pessoas com o caráter individual muito forte que são vistas pela maioria como as pessoas extravagantes, estrambólicas, esquisitas, sem bom senso”. A empresa “Nagatanien” age de uma maneira ainda mais original. “O presidente da empresa, senhor Nagatani, em setembro de 1979, declarou ao vice-chefe de seção comercial, Sr. Notokhara, que este poderia parar de aparecer para trabalhar durante dois anos e gastar dinheiro em abundância. Porém, durante este intervalo, deveria propor idéias originais que pudessem impulsionar a elaboração de produtos de alta venda”. Os gastos durante estes dois anos somaram 13 milhões de ienes. O resultado foi inesperado. O experimento incrível atraiu atenção à empresa, deu-lhe uma propaganda adicional e trouxe o lucro de 5 bilhões de ienes. O Sr. Notokhara não criou idéias novas, tendo dito que o assédio da imprensa impedia-lhe de trabalhar. O regime livre do Notokhara foi prolongado...
Realmente, em condições fora do padrão, com freqüência, surgem as idéias fora do padrão, originais. Porém, para a solução dos problemas contemporâneos é necessário rever milhares e milhares de variantes. No dia, há apenas 24 horas. A revolução tecno-científica não fica parada, ela propõe problemas muito complicados, os quais precisam ser resolvidos cada vez mais rápido...
Eis um destes problemas.
Problema 2.3. Um navio afundou com uma carga valiosa. Tirar esta carga em separado pareceu impossível. Decidiram, então, levantar todo o navio, usando para isso pontões. A idéia era simples: encher de água “barris” vazios e puxar para baixo, fixando-os ao navio. Depois, trocar a água por ar comprimido. Os pontões emergeriam, levando para a superfície todo o navio. Infelizmente, o corpo do navio ficou pelo metade no lodo. A força de elevação dos pontões era insuficiente para superar a ação de adesão do lodo. Os mergulhadores começaram a luta com o lodo: escavavam-o usando jatos de água e ar comprimido. As dragas fortes sugavam o lodo em suspensão. Parecia faltar somente alguns dias para o corpo do navio ficar livre e limpo. Entretanto, veio o mau tempo de outono. As ondas rapidamente trouxeram mais lodo, que, novamente, abraçava o navio afundado. O trabalho voltou à estaca zero… Veio o alerta: dentro de uma semana espera-se a passagem de uma tormenta violenta e duradoura. O navio precisava ser levantado e transportado a uma doca dentro de 3 ou 4 dias. A alternativa era desistir, pois a carga não agüentaria uma “hibernação” sob a água. Os especialistas entristeceram-se: todos as técnicas conhecidas já haviam sido testadas sem sucesso. Era necessário, literalmente, em algumas horas, encontrar a idéia de uma técnica nova e efetiva, que pudesse ser realizada de um modo fácil...
O que você sugeriria, se participasse desta expedição de resgate?
* * *
Os métodos de otimização do exame das variantes, como já foi dito antes, foram criados não por psicólogos e, sim, por práticos. Qual seria a posição dos cientistas: psicólogos, filósofos, historiadores da tecnologia?
A maioria segue a concepção antiga: o método de provas e erros é a única tecnologia normal da criação. Como exemplo, podem servir os trabalhos de um filósofo inglês, K. Popper. Uma das perguntas centrais da criação é “como surgem as novas idéias?”. Seria melhor, considera o Popper, formular esta pergunta de uma outra maneira: como é que surgem as boas idéias? O principal, que se precisa ter para o surgimento de boas idéias, é estar pronto para recebê-las e saber relacionar-se a elas de uma forma crítica. O aparecimento das idéias, sua crítica e recusa são os mais importantes componentes de um processo da criação. Isto é, de acordo com o Popper, a revelação da imaginação corajosa na ciência. Pois a imaginação é exigida não apenas para a criação de novas idéias, mas também para sua avaliação crítica. Popper refere-se a Einstein: o grande físico escrevia que, durante os dois anos precedentes a 1916, quando surgiu a teoria de relatividade, teve, em média, uma idéia a cada dois minutos, e todas ele recusou...
A técnica contrária é exemplificada nos trabalhos de J. Gowan (EUA). Ele concentrou toda a sua atenção no mecanismo das hipóteses as quais trata enquanto um resultado de atitude livre do cientista em relação ao seu próprio inconsciente. Por muito tempo, escreve Gowan, consideravam o cérebro enquanto um aparelho para solução dos problemas. Seria melhor, porém, o considerar enquanto um aparelho receptor que, bem sintonizado, pode receber os sinais, sempre existentes, mas acessíveis somente para os aparelhos mais sutis, sofisticados em condições otimizadas de funcionamento.
Como é que é possível receber, na prática, estes sinais hipotéticos? O psicólogo D. Makkinton (EUA) acredita que a resposta para esta pergunta possa vir do estudo do estado de transição entre o sono e a vigília. Durante uma série de experimentos, Makkinton, em uma seção hipnótica, inculcava aos submetidos à prova o conteúdo de um sonho futuro. No dia seguinte, “as cobaias” apresentavam os seus relatórios. Os sonhos de alguns correspondiam, com precisão, à imagem inculcada; os sonhos de outros sofriam grandes deformações. Exatamente o caráter destas deformações, segundo Makkinton, era o resultado principal e mais interessante do experimento. Aqui, ele encontrou a analogia à seleção durante a solução dos problemas: porque é escolhida uma variante e outra é recusada.
Provavelmente, a mais inesperada explicação do trabalho de um “cérebro-receptor” deu V. Ivanov[9]:
“Os autores da maioria daquelas (relativamente pouco numerosas) obras que definem os topos da cultura humana estavam inclinados, sem exagerar os seus méritos pessoais, a ligar o aparecimento destes textos a uma simultânea reciclagem de grandes maciços de informação. Por isso, é desconhecido se, realmente, os especialistas de comunicação espacial têm razão ao afirmar sobre a não existência de receptores terrestres que pudessem reagir de algum modo aos impulsos muito curtos que poderiam ser enviados pelas criaturas racionais que nos ultrapassaram em seu desenvolvimento. De acordo com a hipótese alternativa, tais impulsos deixaram um traço significativo na história da cultura humana. Neste caminho é possível buscar a concepção científica à noção de genialidade”.
Escrito com timidez, mas o sentido da “hipótese alternativa” é muito claro: os gênios são homens que têm capacidade de receber do cosmos a informação emitida por nossos irmãos intelectuais superiores.
Antes diziam: “iluminado”, “dom”. E indicavam a fonte – Deus. Ivanov usa os mesmos “iluminado”, “dom”, porém apontando para uma outra fonte – altamente desenvolvidas civilizações cósmicas. Tudo o que há de melhor até então desenvolvido pelo ser humano é entregue de mão beijada pelos deuses desconhecidos de cosmos. São riscados os trabalhos colossais de Mendeleev e Edson, a façanha de vida de Tsiolkovski e Darvin, o trabalho coletivo de “cooperações dos contemporâneos” que criaram a aviação, a eletrônica, a ótica quântica. Aos homens, mesmo aos grandes descobridores e inventores, resta apenas o papel de marionetes.
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A idéia sobre a necessidade da elaboração dos métodos efetivos da solução dos problemas inventivos pronunciava-se faz muito tempo, pelo menos, já no tempo do matemático da Grécia Antiga, Papp. Nas suas obras, pela primeira vez aparece a palavra “heurística”. Porém, apenas na metade do século XX tornou-se evidente que a criação de tais métodos não somente é desejada, mas, necessária. O surgimento dos métodos de otimização do exame das variantes é um passo marcante na história da humanidade. Pela primeira vez, foi provada na prática – mesmo num espaço limitado – a possibilidade de manipular o processo da criação. Osborn, Zwicky e Gordon mostraram que é possível e necessário desenvolver a capacidade de resolver os problemas criadores através do ensino. Foi deposto o mito sobre os trabalhos “iluminados”, que ficam fora da dominação e reprodução.
Infelizmente, os métodos da otimização preservaram a velha tecnologia da solução dos problemas criadores. Isso marcou sua derrota. Os métodos da otimização tornaram-se incapazes de se desenvolver, viviam nos limites das suas fórmulas iniciais. Com fracasso total, marcou-se também a tentativa de juntar de algum modo, combinar estes métodos.
O círculo fechou-se. As tentativas de reconstruir a solução dos problemas criativos, preservando a tecnologia do exame das variantes, pararam num beco sem saída.
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Na concepção técnico-científica tudo pode ser mudado, permanece intacta somente a noção sobre o processo criador que não pode ser dominado. Mais do que isso, acredita-se que mesmo no futuro distante (depois de 100 ou 1000 anos) permanecerão as mesmas particularidades da criação.
A força de velhas noções sobre a natureza do processo criador é grande. Por isso, é muito difícil ver aquilo que pareceria saltar aos olhos: os sistemas técnicos desenvolvem-se de acordo com leis definidas, as quais é possível conhecer e aplicar para estabelecer uma nova tecnologia da criação.
É possível comparar os métodos da otimização da seleção das variantes com os balões de ar: da mesma forma como os balões de ar permitiram pela primeira vez distanciar-se da superfície terrestre, os métodos de ativação pela primeira vez mostraram a possibilidade de aumento de operações intelectuais durante a solução dos problemas criativos. Porém, a conquista do oceano de ar tornou-se possível apenas com surgimento de um aparelho voador completamente diferente – o avião. Da mesma maneira, a conquista do “espaço criador” sem limites exige técnicas bem diferentes do método da otimização.
Os sistemas técnicos desenvolvem-se de acordo com leis. As leis são cognitivas e podem ser usadas para aperfeiçoamento consciente dos velhos e criação dos novos sistemas técnicos, transformando o processo da solução dos problemas inventivos na ciência precisa do desenvolvimento dos sistemas técnicos. Aqui, passa a fronteira entre os métodos da otimização da seleção das variantes e a teoria contemporânea da solução dos problemas inventivos.










